Pós-Graduação Lato Sensu em Agroecologia

Modalidade

Pós Graduação

Habilitação

Especialização

Duração

18 meses

Resolução MEC

  • Início das aulas Julho de 2022
  • Aulas Quinzenais presenciais na sexta das 19h20 às 22h45 e sábado das 13h00 às 17h00 e remoto sábado das 8h00 às 12h00.
  • Duração: 18 meses (3 semestres)
  • Vagas: 40
  • Investimento: 18 x R$ 350,00
  • Outras formas de pagamento consultar o departamento financeiro.
  • DESCONTO ESPECIAL PARA ALUNOS E EX-ALUNOS
  • Coordenação: Prof. Dr. Julio Cesar Tocacelli Colella
  • Público alvo
    • O curso de Pós-graduação Lato Sensu - Especialização em Agroecologia tem o intuito de atender aos profissionais que atuam diretamente nas atividades agropecuárias profissionais das áreas de Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária, Administração, Biologia, Economia, Engenharia de Alimentos, Engenharia Ambiental, Sociologia, Pedagogia ou áreas afins que queiram se qualificar para explorarem novas oportunidades de desenvolvimento sustentável do ambiente rural com foco na produção agroecológica.
  • Objetivo Geral
    • Formar Especialistas em Agroecologia com atitudes de sensibilidade, compromisso social, com conhecimentos tecnológicos e científicos, com atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas individuais, grupos sociais e comunidades. Capacitados a absorverem e desenvolverem tecnologias, promover, orientar e administrar a utilização dos fatores de produção, visando racionalizar a produção vegetal e animal, em harmonia com os ecossistemas, atendendo às demandas da sociedade, comprometidos com as propostas da agricultura familiar, do desenvolvimento local e potencializando o desenvolvimento da Agroecologia.
  • Objetivos Específicos
    • Capacitar profissionais para a implementação e manutenção de áreas de cultivo agroecológico sustentáveis por meio do aprofundamento de conhecimentos nesta área. Aplicar, nas unidades rurais métodos alternativos de produção com menor impacto ambiental;
    • Identificar possibilidades de aplicação prática da ciência agroecológica na agricultura familiar, para otimizar o uso dos recursos naturais por intermédio da integração das atividades produtivas econômicas e de consumo;
    • Contribuir para a compreensão das relações entre o meio rural e o meio urbano, como resultante do entendimento das relações entre a agricultura familiar e a agroecologia como atores urbanos, a partir da perspectiva do consumo de alimentos produzidos de forma sustentável;
    • Fortalecer os vínculos com a agricultura familiar, promovendo a socialização do conhecimento construído pelos agricultores no processo de produção agroecológica, com a comunidade escolar;
    • Desenvolver um processo pedagógico que possibilite ao educando, como agente de desenvolvimento, construir o sensu crítico e a capacidade de compreensão, intervenção e transformação da realidade, na perspectiva de desenvolver sustentavelmente a região de atuação;
    • Garantir a formação e a conduta ética que sejam base para o estabelecimento de um comportamento profissional correto perante a sociedade;
    • Proporcionar aos educandos uma formação qualificada em todo processo produtivo agroecológico;
    • Contribuir para a compreensão das relações entre o meio rural e o meio urbano, proporcionando o desenvolvimento de relações mais estreitas entre a agricultura familiar e a Agroecologia com atores urbanos a partir da perspectiva do consumo de alimentos produzidos em base socioambiental;
    • Fortalecer os vínculos entre a Instituição de Ensino e o universo da agricultura familiar, promovendo a socialização do conhecimento construído pelos agricultores no processo de produção agroecológica com a comunidade escolar;
    • Contribuir no processo de reconversão tecnológica nas unidades familiares da região;
    • Fomentar as diversas formas de organização social que visem o fortalecimento da cooperação na agricultura familiar;
    • Realizar pesquisas e estudos que contribuam para o resgate das experiências e conhecimentos dos agricultores e para a geração e validação de tecnologias adaptadas à realidade da agricultura familiar, incentivando a investigação científica;
    • Promover a divulgação de conhecimentos técnicos, científicos e culturais através do ensino, de publicações, seminários, encontros, simpósios, congressos e outras formas de comunicação.
    • Realizar pesquisas e estudos, que contribuam para o resgate das experiências e conhecimentos dos agricultores, e para a geração e validação de tecnologias adaptadas à realidade da agricultura familiar.
    • A intenção de ofertar a Pós-Graduação sustenta-se na qualificação do corpo docente integrante da UNIFATECIE e na presença de Grupos de Pesquisa que estão se consolidando através de uma ação coletiva, interdisciplinar e interinstitucional, o que proporciona uma aproximação com a pesquisa em diferentes áreas do Meio Ambiente e da Agroecologia.
  • O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), criado em agosto de 2012, é uma política pública do Governo Federal que visa ampliar e efetivar ações para orientar o desenvolvimento rural sustentável. Fruto de um intensivo debate e construção participativa, envolvendo diferentes órgãos de governo e dos movimentos sociais do campo e da floresta, o Planapo é o principal instrumento de execução da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO). Mas não é só isso. O plano busca integrar e qualificar as diferentes políticas e programas dos dez ministérios parceiros na sua execução. Público Beneficiário Agricultoras e agricultores, assentadas e assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, incluindo a juventude rural, e suas organizações econômicas, que queiram fortalecer ou modificar suas práticas produtivas para sistemas agroecológicos ou orgânicos de produção.
    A criação de um curso de pós-graduação em agroecologia na UNIFATECIE estabelece uma relação de incentivo a execução do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, na qual a qualificação de profissionais ligados aos diversos setores agrícolas vem em muito a contribuir para o crescimento do pensamento agroecológico com ações concretas norteando a produtividade sustentável dos agroecossistemas.
    A produção agroecológica vem crescendo e solidificando-se no Paraná durante os últimos anos, isto deve-se ao fato da maior conscientização de consumidores que buscam alimentos com maior qualidade e, livre de agrotóxicos, bem como agricultores que buscam atrelar boas produtividades com preservação do meio ambiente. Neste contexto a agroecologia surge como uma forma para que os agricultores viabilizem a produção familiar, sendo economicamente viáveis, socialmente justo e ambientalmente corretos.
    Vários problemas podem ser elencados como norteadores para o aumento da demanda pela criação de cursos voltados a construção de um modelo de produção agrícola sustentável, entre eles, o problema imposto a partir da Revolução Verde, que trouxe consigo uma série de consequências negativas, excluindo o produtor familiar do avanço tecnológico, que intensificou a concentração de terras e renda, contribuindo para o aumento do êxodo rural. Como resultado da industrialização da agricultura, que simplificou e distanciou a produção de alimentos das bases e conhecimentos ecológicos que os mantiveram sustentáveis durante milênios, ocorreu o esgotamento e degradação dos recursos naturais, erosão dos solos, assoreamento dos rios, redução drástica da biodiversidade, eliminação e desvalorização dos conhecimentos locais e contaminação dos alimentos e do ambiente.
    A crescente demanda por alimentos mais saudáveis, de melhor qualidade, com elevado valor nutricional e produzidos em sistemas menos agressivos ao ambiente, gerou a necessidade de se repensar o modelo de produção. Esses fatos contribuíram para o surgimento de um novo paradigma, o da sustentabilidade, o qual preconiza o uso equilibrado do solo e da água, a maximização das contribuições biológicas e o incremento da biodiversidade.
    O modelo proposto pela Agroecologia incorpora os saberes tradicionais, os conhecimentos empíricos dos agricultores, acumulados através de muitas gerações, os quais, aliados ao conhecimento científico atual, em diálogo permanente, poderão produzir soluções técnicas, organizacionais, metodológicas em direção a uma agricultura com padrões ambientais (respeito à natureza), econômicos (eficiência produtiva), sociais (eficiência distributiva), culturais (respeito às culturas locais) e com sustentabilidade forte em longo prazo.
    A Agroecologia é um paradigma emergente, é uma ciência que hoje disputa espaço no campo das ideias, no campo das técnicas, no campo das metodologias participativas, no campo do planejamento participativo e da organização das comunidades rurais. É transdisciplinar por excelência. Possui assim uma forte base filosófica, fundada no holismo e na abordagem sistêmica e fundamentada também na Ecologia Profunda. Por outro lado, apresenta uma forte base científica, fundada nos conhecimentos da Ciência da Ecologia e da Biologia, mas também exige conhecimentos de Matemática, Estatística, Química e Física, além das bases necessárias da Engenharia Agronômica. Sem essa base sólida, não será possível compreender as interações da Ecologia e da Sociologia nos agroecossistemas e assim, interferir nos sistemas produtivos com eficácia e eficiência, baseando-se em informações e formação de qualidade. A Antropologia e a Sociologia trazem as bases para a compreensão dos fenômenos sociais e humanos, pois a agricultura é uma construção social e sem compreender esse fato, não será possível avançar no desenvolvimento rural. Dessas ciências derivam boa parte dos métodos participativos de trabalho na Agroecologia. A Economia e a Economia Ecológica são bases importantes na compreensão dos fenômenos de mercado e comerciais, da relação da produção agropecuária com esse mercado, assim como das externalidades produzidas na agricultura. O resultado é a maior autonomia e independência dos agricultores, em relação ao uso de insumos externos e de poluição de seus recursos naturais e de outro lado, a produção de alimentos de qualidade a preços razoáveis aos consumidores.
    Os processos de mudanças sócio-ambientais orientados por uma perspectiva de sustentabilidade e equidade social dependem diretamente de ações relacionadas à educação. Uma nova educação rural inicia-se a partir do momento em que começa a ser incorporado aos debates o novo anseio da sociedade rural e urbana, com relação a um novo projeto de desenvolvimento, e na medida em que forem buscadas orientações teóricas baseadas em um paradigma superior ao paradigma convencional, atualmente dominante. No entanto, é pertinente afirmar que a consolidação do processo de mudança em curso exigirá ainda o comprometimento das instituições de ensino e de pesquisa e de desenvolvimento rural, pois a transição do modelo agroquímico e concentrador, para estilos de agricultura com base socioecológica requer um urgente progresso tecnológico e um avanço do conhecimento científico em todos os níveis e áreas.
    As instituições, que oferecem cursos na área agrária, têm papel importante na consolidação desse novo paradigma para a agricultura nacional, principalmente para incrementar a produtividade dos agricultores familiares e camponeses de forma ambientalmente saudável, economicamente viável, socialmente justa e culturalmente aceitável.
    O Faculdade de Tecnologia e Ciências do Norte do Paraná (UNIFATECIE) tem por meta participar de forma ativa desta consolidação, através do ensino, vinculado a pesquisa e ao desenvolvimento rural (extensão). Nesse contexto, propomos um curso de Pós-graduação Lato Sensu em Agroecologia, que possibilite a formação de um profissional interdisciplinar, com visão sistêmica do processo agrícola brasileiro, empreendedora, e que atue como agente do desenvolvimento local e regional com eficiência técnica e sensibilidade para unir o conhecimento acumulado durante gerações pelos agricultores com os conhecimentos científicos atuais, respeitando as diferenças culturais, e integrando os atores do processo, para que juntos construam uma agricultura com padrões ecológicos, econômicos, sustentáveis e sociais adequados as suas próprias realidades locais.

PRIMEIRO SEMESTRE

  • Fundamentos de Agroecologia
  • Metodologia Científica
  • Extensão em Rural Agroecológica
  • Manejo Agroecológico de Pragas e Doenças

SEGUNDO SEMESTRE

  • Manejo Agroecológico de Recursos Naturais
  • Matéria Orgânica e Microbiologia do Solo
  • Empreendedorismo e Certificação Agroecológica
  • Horticultura Orgânica

TERCEIRO SEMESTRE

  • Fruticultura Orgânica
  • Tecnologia de Alimentos Agroecológicos de Origem Vegetal
  • Manejo Agroecológico de Animais

TCC - Trabalho de Conclusão de Curso

Total do Curso de Especialização em Agroecologia 420 horas

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